quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Pois é... (e desculpem a extensão do texto)

Deixei-me levar pelas tristezas e desilusões com que me tenho deparado…
Sempre me considerei uma pessoa bastante forte (e não estou a falar do peso a mais, ahahahah), achava que nada, nem ninguém, me conseguia abalar e/ou derrubar.
Há, mais ou menos, dois anos, além de ficar desempregada, tive uma depressão, cujo tratamento, apesar de já estar quase no fim do mesmo, foi interrompido pela gravidez do Pimpo.
Daí eu dizer que o meu filho foi o meu salvador a minha bênção…
Não fiquei curada a 100%, por vezes ainda sou assolada por maus pensamentos, mas tento sempre ver que não estou só e que estou rodeada de pessoas, principalmente familiares, que só querem o meu bem.
Logo a seguir, tive de me agarrar a um emprego cujo vencimento era muito abaixo daquilo que esta a receber noutra empresa, e que devia auferir face às minhas responsabilidades, e desculpem a falta de modéstia, capacidades. Recebo mesmo muito mal! Isto aconteceu no fim do ano passado.
Este ano descobri, que o meu conceito de melhor amiga não é recíproco, ou seja, descobri que não sou de todo correspondida. Tive bastante consciência que quando fiquei grávida do Pimpo, apesar de ter tido cuidado e medo de lhe dizer (ah pois é, preocupei-me pela forma como lhe havia de dizer), houve um afastamento repentino e crucial da parte dela mas pensei ser normal devido ao facto dela não estar a conseguir ter filhos, no entanto, aquando de mais uma tentativa de aproximação, feita este ano, levei com uma frase do género “os amigos vêm e vão ……….. mas ficam no nosso coração”, cuja interpretação que fiz é a seguinte: “Amiga, tu já eras!”.
Foi um balde de água fria, pois era aquela amiga que tenho desde sempre e que julgava para a vida…
Desde quando é que uns têm de pagar pela tristeza de outros?
Eu também tenho tristezas e problemas. Tenho pena de não ter uma vida melhor, de não ter carro, não ter o meu pai cá em Portugal (está a trabalhar no estrangeiro para poder ter uma melhor vida com a minha mãe), não ter um emprego melhor, pelo menos mais bem remunerado, de não ter um curso superior, de não ter tanta paciência para os meus filhos quanto devia, isto é uma lista infindável… Enfim, tenho pena de muita coisa, mas lá porque alguém tem o que eu gostava de ter eu não lhe desejo qualquer mal, nem tão pouco me afasto…
Haja saúde e alegria que o resto vem por acréscimo.
Como a vida é mesmo engraçada, descobri que não estou tão só como pensava.
Recebi umas msgs via sms de uma amiga de infância a dizer que vai fazer tudo para me ter como amiga até ao fim da nossa vida. Não é estranho? Como é possível? Parece que pressentiu que algo não estava bem comigo…
E recebi msgs de @migas da blogosfera. A todas, sem excepção, o meu muito obrigado, por me ouvirem, por me tentarem compreender e confortarem, a todas um beijo muito especial.



3 comentários:

Erica disse...

É fantástico mesmo. Acho piada que nos últimos tempos o tema no teu blog tem sido o mesmo, e pelo flashback da tua vida neste post, também há muitas semelhanças. Podemos não ter nada em comum, mas quando leio os teus posts vejo o que penso, e isso é mau, porque significa que infelizmente não sou a única que tem problemas, mas também é bom. Porque significa que alguém me compreende.
Beijinhos

cadinhat@iol.pt disse...

Olá amiga,
A tua amiga diz que amigos vêm e vão.
E eu digo que "Para que a amizade se mantenha á preciso que vá e que venha".
Não conheço a tua amiga, mas sei que se ela continuar assim vai perder uma excelente amiga.
Tu podes perder, mas ela perde muito mais.
Um beijinho muito grande,
Cláudia

Susana Pina disse...

Minha querida para ti tenho duas coisinhas para te dizer: és linda e eu gosto muito de ti.
Quantas vezes eu me decepcionei com amizades em que eu depositei tudo?
É a vida, as pessoas não sabem dar valor ao melhor que a vida nos dá.
Um bj grande
susana